Entressafra: qual a importância do manejo de plantas daninhas no período?
O manejo durante a safra de uma cultura é muito importante. Mas o manejo da área durante a entressafra também não pode ser deixado de lado.
A gestão de uma área de cultivo deve ser igualmente monitorada antes, durante e depois da safra. Seja uma cultura anual ou semi-perene, é essencial que se faça o manejo na entressafra, pois o controle de pragas, doenças e plantas daninhas tem total relação com esse período.
Vamos entender melhor sobre esse assunto.
O que é a entressafra?
A entressafra é o período referente ao final de uma safra e início de outra em uma mesma área. Se tratando de plantas de verão, como é o caso da soja, o período de entressafra vai do outono/inverno até começo da primavera, nas principais regiões produtoras. Por isso, o manejo na entressafra também é comumente chamado de manejo outonal. Durante esse período, não há cultivo da cultura principal e há a necessidade de se fazer o manejo de plantas daninhas na área.
Esse manejo pode ser feito com métodos mecânicos, culturais e/ou químicos.
Como controlar plantas daninhas na entressafra?
Algumas plantas daninhas apresentam condições ideais para o desenvolvimento de percevejos, cigarrinhas e nematoides durante a entressafra. Se não controladas, essas pragas podem permanecer na área ao longo das safras, e a planta invasora pode perenizar, dificultando seu controle posteriormente.
O principal objetivo do manejo na entressafra é controlar as plantas daninhas da pós-colheita para que não se desenvolvam nem se reproduzam na área, e para garantir que essas plantas não sejam hospedeiras de pragas e doenças.
Em razão disso, deixar a área em pousio não é uma boa opção, porque poderá favorecer a disseminação de sementes das plantas invasoras, o que pode acarretar problemas ao longo da safra da cultura.
O manejo das plantas daninhas na entressafra deve ser pensado de acordo com a realidade da área e pode ser feito, por exemplo, utilizando plantas de cobertura como aliadas.
Também deve ser feito o uso adequado de herbicidas para controle das plantas daninhas presentes na área e de acordo com o histórico de safras passadas.
Plantas de cobertura
Muito provavelmente você já ouviu falar que deve deixar a área descansar para que o solo se recupere. Esse descanso, porém, não deve significar área descoberta ou em pousio. Assim, o uso de plantas de cobertura pode ajudar, e muito!
As plantas de cobertura melhoram a estruturação do solo, mantêm a umidade e evitam perda de água do solo por evaporação, evitam lixiviação e erosão, além de não deixarem o solo exposto à incidência do sol. Além dos benefícios para o solo, essas plantas evitam que as plantas daninhas se disseminem na área e causem os problemas citados anteriormente.
Um outro benefício de se utilizar plantas de cobertura é que pode ser um cultivo rentável, ou seja, o produtor pode fazer a semeadura de culturas que vão trazer uma renda, como a aveia, por exemplo. Os grãos podem ser colhidos e vendidos posteriormente, enquanto a palhada fica na lavoura e serve de cobertura para o solo no sistema de plantio direto. Alguns produtores têm utilizado outras culturas de inverno nessa intenção, como trigo e centeio.
Alelopatia
Uma estratégia excelente para o manejo na entressafra visando o controle de plantas daninhas é o uso de plantas de cobertura que produzam aleloquímicos.
Algumas plantas usadas na rotação e sucessão de culturas produzem substâncias químicas – que são metabólitos secundários – denominados aleloquímicos. Esses aleloquímicos exercem efeito inibidor no crescimento e desenvolvimento de outras plantas, como as plantas daninhas.
Essas plantas alelopáticas ainda atraem agentes polinizadores e dispersores, e protegem a área contra organismos herbívoros e patógenos. Diferente das plantas daninhas que hospedam pragas da cultura de interesse, por exemplo.
Alguns exemplos de plantas que produzem aleloquímicos:
- Milheto;
- Sorgo;
- Trigo;
- Crotalária;
- Alfafa;
- Girassol;
- Canola;
- Aveia-preta;
- Nabo forrageiro;
- Mucuna;
- Feijão-de-porco;
- Centeio.
A escolha da planta de cobertura deve levar em consideração a cultura a ser plantada em seguida. Isto porque os compostos aleloquímicos podem permanecer no solo por um determinado período e o cultivo posterior não deve ser suscetível aos compostos liberados pelas plantas durante a entressafra, o que prejudicaria seu desenvolvimento.
Controle de plantas daninhas com herbicidas
Além do uso de plantas de cobertura para a supressão das plantas daninhas na área, o uso de herbicidas durante a entressafra se faz necessário. Logo após a colheita, pode-se fazer o uso de herbicidas para a dessecação das plantas daninhas que já estejam na área. Isso vai evitar que elas se desenvolvam na entressafra e vai propiciar palhada para proteção do solo.
Mas é importante lembrar de rotacionar os ingredientes ativos para evitar o aumento da resistência de plantas daninhas a herbicidas. Por isso, é aconselhável um manejo de dessecação na pós-colheita e, em seguida, a semeadura de plantas de cobertura na área.
Para aquelas plantas daninhas de difícil controle na cultura da soja, por exemplo, como a buva e o capim-amargoso, é indicado fazer aplicações sequenciais de herbicidas com diferentes mecanismos de ação durante o manejo na entressafra.
Os ingredientes ativos utilizados na entressafra podem ser não-seletivos à cultura para que se tenha uma rotação de mecanismos de ação daqueles utilizados durante a safra. Para a soja, por exemplo, na entressafra há opções de herbicidas com glifosato, 2,4-D, saflufenacil e glufosinato de amônia.
A ADAMA possui excelentes opções de herbicidas para dessecação e para o manejo na entressafra de diversas culturas. Conheça alguns deles:
Araddo® é uma combinação altamente eficiente para o manejo de gramíneas e folhas largas na dessecação, resultando em um herbicida inovador para simplificar a vida do agricultor. Sem restrição de intervalo entre a aplicação e a semeadura, Araddo® tem alta eficácia no controle de capim-amargoso, capim pé-de-galinha, buva, leiteiro e caruru em soja, milho e trigo.
Cheval é um herbicida completo que combina ação de controle pós-emergente, ideal para aplicação sequencial na dessecação, com efeito pré-emergente que protege a lavoura da mato-competição inicial, trazendo maior produtividade ao agricultor. Com uma formulação exclusiva com alta concentração de ingredientes ativos, Cheval é uma excelente alternativa para compor o programa de manejo e proporcionar maior facilidade na operação, uma vez que possui a tecnologia exclusiva T.O.V. da ADAMA.
É importante lembrar que esses herbicidas devem ser utilizados no momento correto e de acordo com as indicações do fabricante para que não ocorram problemas de fitotoxidez nas culturas. Quer saber mais sobre as nossas soluções para o manejo de plantas daninhas na entressafra? Acesse nosso site.


