plantas daninhas resistentes

Plantas daninhas resistentes: como lidar com elas na lavoura

O agricultor vivencia diversos desafios para garantir a saúde e a boa produtividade da sua lavoura, assim como a qualidade dos produtos. Entre eles está o controle de plantas daninhas resistentes, que são difíceis de conter e precisam de estratégias e produtos eficientes.

O capim-amargoso, muito comum em plantações de soja, algodão e milho, também está apresentando resistência aos herbicidas. Ele e outras espécies competem com os cultivos e aumentam os custos da produção, daí a importância de um manejo adequado e realizado no tempo certo.

Para ajudar você a lidar com essas plantas daninhas resistentes, preparamos este artigo com o objetivo de apresentar um pouco mais sobre o capim-amargoso, as opções de manejo e o que deve ser considerado na hora de escolher a melhor solução para a sua propriedade. Confira!

Entenda o que são plantas daninhas resistentes

As plantas daninhas resistentes são espécies que se desenvolvem nas áreas de lavoura, se reproduzem de forma acelerada e disputam com os cultivos por espaço, água e nutrientes. Elas recebem essa classificação porque alguns biótipos são mais difíceis de controlar por conseguirem resistir aos defensivos agrícolas.

Os produtores de soja, milho e algodão têm o grande desafio de controlar a disseminação do capim-amargoso (Digitaria insularis). Isso porque essa espécie também tem apresentado resistência ao herbicida glifosato. O primeiro relato sobre um biótipo resistente foi feito em 2006, no Paraguai.

A resistência dessa espécie se dá em função desses biótipos apresentarem uma absorção lenta do glifosato, além de metabolizar mais rapidamente em sarcosina, glioxilato e AMPA. Além disso, os bióticos mais resistentes têm uma translocação menor em relação àqueles que são suscetíveis ao herbicida.

As áreas de cultivo da soja Roundup Ready® também estão aumentando e favorecendo o uso do glifosato nessa cultura. Assim, a quantidade maior de aplicações desse herbicida tem aumentado a incidência de plantas daninhas resistentes, inclusive o capim-amargoso.

Conheça o capim-amargoso

Como explicamos, o capim-amargoso agora está entre as plantas daninhas resistentes a herbicidas. Essa espécie é uma gramínea com boa adaptabilidade, que consegue emergir e se desenvolver durante todo o ano, independentemente das condições climáticas.

Quando a planta já está estabelecida, ocorre a formação de rizomas. Por isso, o produtor encontra uma grande dificuldade para fazer o controle dessa espécie e, em função da sua resistência ao herbicida, o desafio se torna ainda maior.

O capim-amargoso, embora apresente um ciclo perene, produz um grande número de sementes que se disseminam facilmente com o vento. Daí a sua alta capacidade de se espalhar por todo o campo e competir com o cultivo, prejudicando a produção.

No início do seu ciclo, essa planta tem um crescimento lento. Porém, entre os 45 e o 105 dias após a emergência ela cresce rapidamente e, consequentemente, ocorre um aumento exponencial da massa seca, momento que coincide com a formação dos rizomas. Suas inflorescências surgem entre 63 e 70 dias.

Embora possa incidir em qualquer época do ano, quando o fotoperíodo é maior, o desenvolvimento dessa planta se mostra mais rápido em função do estímulo ao florescimento. Assim, a emissão da sua panícula também é mais rápida e isso aumenta o acúmulo de massa seca.

O produtor precisa estar atento à presença do capim-amargoso em sua plantação de soja. Afinal, a utilização do glifosato gerou um certo conforto pela possibilidade de fazer o controle dessa planta quando ela está em um estágio mais avançado.

No entanto, os períodos iniciais de convivência entre as plantas de soja e as daninhas acarreta em perdas na produtividade, e isso se dá ainda que a praga receba um controle posterior. O prejuízo é ainda maior quando ele se depara com plantas daninhas resistentes, por serem difíceis de controlar e, com isso, aumentarem os custos da produção.

Saiba como lidar com as plantas daninhas resistentes

As plantas daninhas resistentes são um grande desafio na manutenção da lavoura, mas o correto manejo da cultura de soja e outros cultivares apresenta uma boa eficácia para manter a proteção deles e garantir a sua produtividade.

Não podemos agir apenas quando o capim-amargoso já estiver desenvolvido, uma vez que a convivência inicial, como dito, prejudica as plantas. Portanto, o ideal é que o período de controle aconteça até os 45 dias após a emergência (DAE), pois nesse período os rizomas ainda não se formaram.

Entretanto, o período de interferência pode variar de acordo com as características dos cultivares de soja, sendo velocidade de estabelecimento, fechamento do dossel e exploração do sistema radicular. Considera-se, ainda, o espectro infestante, sendo as espécies recorrentes, a distribuição na lavoura e a densidade populacional.

Também é possível fazer o controle do capim-amargoso na fase de pré-emergência por meio de mecanismos inibidores, como:

  • divisão celular;
  • fotossistema II;
  • síntese de carotenoides;
  • ALS;
  • protox.

A aplicação de herbicidas na fase de pré-emergência da soja com produtos que apresentem efeito residual contribui para evitar a interferência das espécies invasoras na cultura. Assim, o controle químico se mostra bastante eficiente contra o capim-amargoso e outras plantas daninhas resistentes.

O glifosato tem uma boa eficácia nas áreas onde o seu uso é contínuo. Isso porque as plantas que se originam das sementes, quando ainda são jovens, apresentam suscetibilidade a esse herbicida. Porém, depois que se desenvolvem e formam rizomas, o controle já não é mais eficaz.

Assim, é mais interessante a utilização de um produto que tenha uma limitação menor quanto ao estágio de desenvolvimento da planta. O Poquer® tem essa característica, pois apresenta amplo espectro de controle, maior flexibilidade e uma alta eficácia para o controle do capim-amargoso, bem como do milho voluntário e do azevém.

Essa eficiência diferenciada para o controle de plantas daninhas resistentes se dá porque o Poquer® conta com uma molécula exclusiva com ação graminicida. Tem foco justamente em promover o controle das gramíneas com biótipos de maior resistência aos demais herbicidas.

Veja o que considerar na hora de escolher uma solução

Como você pôde ver, existe mais de uma alternativa para fazer o controle das plantas daninhas resistentes. Sendo assim, na hora de escolher uma solução é preciso considerar alguns fatores, que vão garantir a eficiência da estratégia adotada.

Um desses fatores é o estágio de desenvolvimento da lavoura e das plantas invasoras. A aplicação do herbicida no período correto de DAE é essencial para garantir a sua efetividade, mas a formulação dos defensivos agrícolas também faz toda a diferença.

O glifosato, por exemplo, tem eficiência até os 45 dias após a emergência do capim-amargoso, enquanto o Poquer® apresenta uma limitação menor em relação ao estágio de crescimento da planta daninha.

Também é importante considerar se as plantas são oriundas de sementes. Deve-se analisar a possibilidade de fazer o controle antes da germinação do cultivo e utilizar produtos com espectro mais amplo e que sejam recomendados para diferentes culturas.

O controle das plantas daninhas resistentes é essencial para garantir o bom desenvolvimento de culturas variadas. Uma abordagem no momento certo e a utilização de produtos e recursos eficazes são fundamentais para uma ação mais efetiva, a devida proteção da lavoura e a garantia da sua boa produtividade.

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