plantas daninhas em pastagem

Plantas daninhas em pastagem: veja aqui as principais espécies e como controlá-las!

A presença de plantas daninhas em pastagem traz prejuízos para o pecuarista porque, além de competir com a forrageira, interfere no pastejo dos animais. Existem diferentes técnicas para fazer o controle de plantas daninhas, mas, para atingir o efeito esperado, é preciso adotar a melhor estratégia de acordo com a planta invasora, o grau de infestação e o estádio de desenvolvimento dela.

Preparamos este artigo para explicar as melhores práticas de manejo de plantas daninhas em pastagem. Continue lendo para saber!

Quais as principais plantas daninhas em pastagem?

Como característica, as plantas daninhas se adaptam muito bem a diferentes tipos de climas e solos. Elas costumam ter um sistema radicular bem robusto e muitas sementes. Por isso, conseguem sobreviver mesmo em períodos de estiagem.

Elas possuem um desenvolvimento rápido e se disseminam com muita facilidade nas pastagens. Além disso, competem com a forrageira por água, luz e nutrientes.

Comumente, as plantas daninhas em pastagem são classificadas como herbáceas, semi-arbustivas, arbustivas e palmáceas. A seguir, você confere algumas informações sobre as principais.

Assa-peixe (Vernonia polyanthes)

Também conhecida como mata-pasto, essa planta silvestre com folhas ásperas e com flores esbranquiçadas e violáceas normalmente floresce no início do inverno. É mais comum no Cerrado, mas está presente na maioria das pastagens do Brasil. Dispersa-se com facilidade nas pastagens, por isso, sua invasão é muito temida pelos pecuaristas. Podem ocorrer em grandes infestações que chegam a inutilizar a pastagem.

Cambará (Lantana camara)

Também chamada de chumbinho, é uma planta tóxica com ampla distribuição no Brasil. Tem porte arbustivo, muitas flores, com folhas pilosas e ramos extremamente flexíveis. Algumas espécies podem chegar até 120 cm de altura, sendo o tamanho mínimo de 90 cm. Seu ciclo de vida é perene e de rápida infestação. As folhas e os frutos, quando verdes, são tóxicos. Os frutos maduros não apresentam toxicidade e são consumidos por diversos animais.

Como a planta é pouco palatável, geralmente os casos de intoxicação em bovinos ocorrem quando os animais são transferidos de pastagens sem ocorrência de cambará para outras que estejam infestadas.

Guanxuma (Sida sp.)

É uma planta rústica, de ciclo anual e que apresenta um crescimento rápido. Também chamada de sida ou vassoura, essa espécie floresce entre os meses de fevereiro e maio, sendo bastante comum em Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Sua ocorrência pode ser um indicador de solos compactados. É uma planta daninha que apresenta vários fluxos de emergência, isto é, com germinação escalonada, o que dificulta o seu manejo.

Leiteiro (Peschiera fuchsiaefolia)

Planta daninha encontrada principalmente nas pastagens das regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, cuja dispersão ocorre por sementes. Seu nome comum, leiteiro, está relacionado a uma substância leitosa que é produzida pela planta.

Causa grande preocupação porque sua infestação atingir um grau muito elevado, prejudicando o pastejo dos animais e competindo com a forrageira. É pouco exigente em relação à fertilidade do solo e tem grande habilidade reprodutiva. Além de dispersar por sementes, rebrota intensamente através das partes vegetativas que normalmente ficam no solo depois do arrancamento. Suas sementes também são dispersadas pelos pássaros.

Mais algumas plantas daninhas em pastagem que requerem atenção do pecuarista são:

  • joá-bravo (Solanum sisymbriifolium);
  • barbatimão (Stryphnodendron adstringens);
  • samambaia-do-campo (Pteridium aquilinum);
  • maria-mole ou flor-das-almas (Senecio brasiliensis);
  • alecrim-falso, mio-mio ou vassourinha (Baccharis coridifolia);
  • fedegoso-preto (Senna occidentalis);
  • cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta);
  • espinho-agulha (Barnadesia rosea);
  • babaçu (Orbignya speciosa);
  • arranha-gato (Acacia plumosa).

O joá-bravo e o arranha-gato são plantas espinhosas e podem ferir os animais, enquanto o barbatimão, a samambaia-do-campo, a maria-mole, o alecrim-falso e o fedegoso-preto podem causar intoxicação de bovinos. Outras espécies de plantas daninhas podem ainda conferir sabor desagradável ao leite se ingeridas por animais em lactação.

Quais consequências da matocompetição em pastagem?

No item anterior, apresentamos apenas alguns exemplos de espécies que podem infestar o pasto, mas, independentemente do tipo, a presença de plantas daninhas em pastagem traz sérias consequências para o pecuarista.

O primeiro ponto é que essas espécies invasoras competem com a forragem por água, espaço, luz e nutrientes. Como você viu, seu sistema radicular é robusto, o que contribui para a sobrevivência dessas plantas e prejudica o desenvolvimento da pastagem. Por causa da grande quantidade de sementes que elas geralmente produzem, se dispersam com muita facilidade.

No mais, quando há plantas daninhas em pastagem, o gado tende a selecionar o local de pastejo, mantendo distância das espécies que podem lhes trazer algum dano. No caso daquelas que não têm espinhos, como o leiteiro, o animal costuma se manter a um metro de cada planta.

Quando ocorrem invasoras com espinhos, o afastamento é ainda maior. Os animais mantêm um raio de distância de até 1,5 m, evitando pastejar perto dessas plantas. Assim, quanto maior a infestação, maior é o prejuízo, tanto financeiro quanto na taxa de lotação.

Como fazer o controle das plantas daninhas na pastagem?

Os primeiros passos para evitar uma infestação de plantas daninhas no estabelecimento da pastagem são a calagem, o preparo do solo e a seleção das sementes. É muito importante utilizar apenas sementes certificadas, pois elas garantem que não haverá a contaminação da área com sementes de plantas daninhas.

Após o estabelecimento da pastagem, também deve ser feito o monitoramento da área, a fim de identificar as plantas daninhas que emergem e controlar uma possível infestação. O monitoramento frequente permite que as plantas daninhas sejam identificadas ainda pequenas, e seu controle se torna mais rápido, mais barato e mais eficaz.

Tanto em áreas de reforma quanto em áreas de manutenção, se as plantas daninhas estiverem adultas, o controle se torna mais complexo. É fundamental a identificação das espécies para a escolha do método de controle a ser utilizado.

Quais herbicidas utilizar?

O controle mecânico ou físico, que é aquele realizado por meio da roçada com máquinas ou manual, não apresenta uma boa eficiência quando utilizado isoladamente. Além de ser uma operação onerosa, exige mão-de-obra e é de baixo rendimento.

Sendo assim, o controle químico passa a ser a ferramenta mais indicada para o controle das invasoras. Para isso, é fundamental fazer a escolha certa do herbicida, optando por aquele que tenha uma boa eficiência de controle. Além disso, ele precisa ser seletivo para a espécie forrageira, ou seja, não pode causar fitotoxicidade na pastagem.

Para as espécies de difícil controle mais lenhosas, a aplicação localizada de herbicidas é, muitas vezes, necessária. Ela visa um controle mais efetivo, uma vez que essas plantas daninhas têm um porte considerável e um sistema radicular muito profundo.

Entre as opções de herbicidas a serem utilizados, há diversos princípios ativos que apresentam uma excelente eficácia para o controle de plantas daninhas em pastagem, como Triclopir, Picloram e Fluroxipir.

Como a ADAMA pode ajudar?

A ADAMA vem se destacando no desenvolvimento de tecnologias que contribuem como o manejo de plantas daninhas em pastagem. Através da sua expertise no desenvolvimento de formulações, seu portfólio contempla produtos que garantem o controle de plantas daninhas, incluindo as herbáceas, lenhosas, arbustivas e palmáceas.

São herbicidas para utilização na pós-emergência de plantas daninhas de diferentes portes, com aplicação localizada. Tudo para que você possa cuidar do pasto em diferentes estádios de desenvolvimento das invasoras.

Os produtos ADAMA reúnem tecnologia, eficácia e simplicidade para o dia a dia no campo. Para o seu pasto, você pode contar com diferentes herbicidas, como:

Todos eles trazem a expertise da ADAMA e formulações exclusivas, pois pastagem livre de plantas daninhas é sinônimo de produtividade. Para o rebanho, pasto limpo é pasto de qualidade. Para o pecuarista, é mais carne produzida por hectare.

Para saber mais a respeito dessas e outras soluções da ADAMA, entre em contato conosco e conheça o nosso portfólio!

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