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Entenda o aumento da participação das mulheres no agronegócio

Hoje, podemos ver que a participação das mulheres no agronegócio tem se intensificado cada vez mais. São diversos os fatores que possibilitam essa transformação, permitindo ao público feminino ocupar lugares de destaque nesse setor.

Apesar de as mulheres sempre terem atuado no agronegócio, atualmente, elas têm poder de decisão e liderança ao lado dos homens. O Brasil merece destaque nesse sentido, porque é um dos países onde essa movimentação acontece com maior intensidade.

Quem conta sobre isso para nós é Cristiane Steinmetz, agricultora e idealizadora da Rede UMA (União das Mulheres do Agro). Ela contribuiu para a produção deste artigo mostrando o cenário do agronegócio atual com a presença das mulheres nesse universo. Continue lendo e confira!

Qual é a participação das mulheres no agronegócio brasileiro hoje?

As mulheres sempre tiveram espaço no setor, porém, exerciam um papel coadjuvante nas propriedades e não tinham muito espaço em cargos de liderança. Essa é uma realidade que vem mudando cada vez mais, e Cristiane fala por experiência própria sobre as transformações que aconteceram.

“Minha avó e minha mãe trabalharam muito, tiveram um papel muito importante junto de meu avô e meu pai, mas não tinham voz tão ativa quanto temos agora. Hoje, a gente vem para a linha de frente, para a área de gestão, com poder de decisão e liderança”.

Mas não é apenas nas propriedades familiares que vemos as mulheres assumirem cargos importantes no agronegócio. Cristiane lembra, por exemplo, que, atualmente, temos uma Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que, além de política, é engenheira agrônoma e empresária.

Teresa Vendramini também merece destaque, pois a pecuarista e socióloga, hoje, ocupa a presidência da Sociedade Rural Brasileira (SRB), tendo sido eleita pelo conselho superior da própria entidade.

Assim, as mulheres estão saindo do papel secundário no setor de agronegócio e buscando capacitação. Somada à sua competência, elas vêm exercendo um excelente papel como gestoras de suas propriedades, compartilhando a liderança com familiares ou ao lado dos maridos e, também, ocupando cargos importantes no setor empresarial e público.

Esse cenário é o mesmo do exterior?

Não é somente no Brasil que a participação das mulheres no agronegócio vem se intensificando. Por aqui, Cristiane explica que existem cenários diferentes dependendo da região que analisamos, algumas com maior ou menor atuação feminina.

Quando se trata de países do exterior, acontece o mesmo. Alguns já estão bem à frente com essa mudança; outros, um passo atrás. Muitas vezes, as mulheres ainda encontram discriminação e preconceito, o que dificulta sua participação, mas, gradativamente, esses desafios estão sendo vencidos.

Segundo Cristiane, o Brasil é um dos países de destaque nessa participação da mulher no agronegócio, tanto pelos movimentos que elas vêm realizando quanto porque o agronegócio brasileiro é muito robusto. Essa força do setor em nosso país colaborou para que o movimento crescesse e se fortalecesse por aqui.

Mesmo diante do cenário desafiador que estamos vivendo agora, existem ações voltadas para intensificar a participação das mulheres no agronegócio. A tecnologia tem sido uma grande aliada da Rede UMA nesse sentido, permitindo a realização de projetos por meio da internet.

“O digital está muito forte. A gente está realizando muita coisa bacana. Tem projetos ao longo deste ano no intuito de seguir levando conhecimento, benefícios, ações sociais e capacitação, independentemente de a gente ter o presencial”, conta Cristiane.

Por que elas vêm ganhando cada vez mais espaço?

Como explicamos, existem diversos fatores que têm levado ao crescimento da participação das mulheres no agronegócio. Um deles é a coragem para aceitar novos desafios e sair da zona de conforto, estando a frente de negócios desse setor. Cristiane lembra que isso acontece, por exemplo, com as mulheres que decidem dar continuidade aos negócios de família tocando a propriedade rural.

Aqui, vemos mais um fator: a mudança de comportamento do público feminino. De acordo com Cristiane, as mulheres começaram a acreditar em seu próprio potencial e entender que o fato de ser mulher não as impede de estar nesse meio.

Além disso, ela explica que esse setor, como vem ganhando um destaque muito grande, passou a ser visto como um negócio rentável. Assim, tem valido a pena se dedicar a ele, e, consequentemente, as mulheres estão buscando capacitação para isso.

Olhando um pouco para trás, entre 2004 e 2015 o número de mulheres no agronegócio cresceu 8,3%, mas em 2019 a Conab já registrou 80% de atividade feminina no campo, em comparação com a masculina. Tomando como exemplo a Universidade de Passo Fundo, o índice de mulheres que buscam o curso de agronomia na instituição já alcança 34%.

O número de engenheiras agrônomas também vem crescendo, e as mulheres cada vez mais estão ocupando cargos que antes eram predominantemente masculinos. Na ADAMA essa diversificação da equipe merece ser destacada. Há um crescimento constante do time feminino, em especial no setor de Desenvolvimento de Mercado e de Representantes Técnicas de Vendas.

Por que é importante estabelecer parcerias que impulsionem o cenário?

Como dito, não se pode negar que, em algumas regiões do Brasil e países do exterior, a participação das mulheres no agronegócio ainda é modesta. Isso se dá em função da discriminação e das poucas oportunidades oferecidas a elas.

Portanto, fazer parcerias é uma excelente estratégia para fortalecer esse movimento, contribuindo para impulsionar o cenário e garantir a participação do público feminino nesse setor. A Rede UMA é uma das iniciativas voltadas para esse objetivo.

Em parceria com a ADAMA, essa organização vem desenvolvendo projetos e ações para dar suporte às mulheres do agronegócio ao longo de toda a cadeia, envolvendo desde a esposa do caseiro até as personalidades femininas presentes nas grandes multinacionais e instituições financeiras do agro.

“A ADAMA tem sido uma grande parceira nossa, que comprou a ideia, abraçou. Tudo isso é muito importante para que a gente consiga alcançar todos os projetos e ideias que temos frente aos grupos de mulheres do agro”, ressalta Cristiane.

Essa parceria tem funcionado muito bem, porque a ADAMA também trabalha para fortalecer a participação das mulheres no agronegócio. Faz isso por meio de webinars, cursos e seminários que possibilitam a presença das mulheres em eventos. Cristiane traz um exemplo de ação que já foi realizada.

“Uma ação que a gente fez em conjunto foi levar as mulheres para um encontro cooperativista. A equipe ADAMA tinha credenciais e as cedeu para que a gente pudesse levar mulheres. A gente conseguiu levar praticamente 300 mulheres para um evento de que, provavelmente, elas não participariam, se não fosse por meio dessa parceria”.

Cristiane finaliza explicando que “mulher no agro não é modismo. Ela veio para ficar e, cada vez mais, está se firmando dentro do que é o seu espaço, junto dos homens”. A participação das mulheres no agro já vem acontecendo, mas ainda há um caminho para que elas tenham todo o reconhecimento que merecem. Parcerias como essa entre a ADAMA e a Rede UMA são fundamentais para isso.

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