Como tratar e prevenir as principais doenças na cultura da soja?

O Brasil é o segundo maior produtor de soja no mundo. O sucesso desse cultivo se dá pela adoção de boas práticas que ajudaram no desenvolvimento, como a adoção de novas tecnologias, manejo integrado, o controle das plantas daninhas e novos cultivares.

No entanto, ainda existem desafios a serem vencidos, e as doenças na cultura da soja estão entre os principais. Elas trazem preocupação em função das perdas que provocam nas lavouras, pois, em alguns casos, o produtor pode perder 100% da sua safra. Para alcançar eficácia, é preciso realizar as intervenções no momento certo — algumas vezes, até mesmo antes do plantio.

Preparamos este artigo para apresentar as principais doenças que afetam esse cultivo e o que você pode fazer para evitar o surgimento delas em sua propriedade. Continue lendo e veja como ter ainda mais sucesso com o plantio da soja.

Quais são as principais doenças da cultura de soja?

Você sabia que existem mais de 40 doenças que podem afetar as lavouras de soja? Elas são causadas por diferentes organismos, sendo vírus, nematoides, bactérias e fungos. Por isso, além da prevenção e controle de pragas, o produtor tem mais essa preocupação constante.

Apesar desse grande número de problemas, existem algumas doenças na cultura da soja que são vistas com maior frequência. Além disso, provocam grandes perdas, então, exigem muito cuidado para garantir a saúde das plantas e a boa produção no campo.

Entre elas, podemos destacar o oídio, a ferrugem asiática e o complexo de doenças de final de ciclo. Isso porque apresentam um potencial epidêmico e causam grandes danos nas diferentes regiões agrícolas do Brasil. A seguir, você confere um pouco mais sobre cada uma delas.

Ferrugem asiática

A ferrugem asiática (Phakopsora pachiyrhizi) é uma doença muito agressiva por causa da sua alta virulência, além de se disseminar com facilidade e provocar grandes danos para a lavoura. Ela afeta a maioria dos cultivos que produzem vagens, assim, é uma das doenças na cultura da soja, do feijão e outras espécies da família Fabaceae ou Leguminosae.

No início da infestação, a ferrugem asiática afeta as áreas foliares cloróticas com lesões que se iniciam nas folhas baixeiras. Vemos uma tonalidade verde-acinzentada que evolui gradativamente para marrom-escuro ou avermelhado; formam-se pústulas ou urédias na face inferior das folhas.

A disseminação intensa da doença acontece porque há uma produção massiva de esporos. Eles são liberados e espalhados pela lavoura, ampliando o número de plantas infectadas. Suas folhas se tornam amareladas muito rápido e caem da planta.

Nesse processo, a soja não consegue formar e encher os grãos, então a sua produtividade é afetada significativamente. Quanto mais cedo a planta adoece, maiores serão os danos para os grãos, que reduzem o seu tamanho e peso.

Oídio

O oídio (Microsphaera diffusa) já foi considerado como uma infecção secundária, mas tem se manifestado com frequência e pode ser percebido na lavoura nos diferentes estágios de desenvolvimento da cultura. Ainda assim, é mais comum a sua presença durante o período vegetativo e de florescimento.

Essa doença se caracteriza pela formação de manchas esbranquiçadas nas folhas recobrindo sua superfície. Sendo assim, quando a infecção é severa, a planta não consegue fazer a fotossíntese, então as folhas secam e caem prematuramente.

As condições mais favoráveis para a manifestação do oídio são a baixa umidade relativa do ar e as temperaturas amenas. Desse modo, durante invernos secos, se manifesta com mais intensidade e frequência. No caminho contrário, quando temos temperaturas superiores a 30° C e precipitações mais intensas, o desenvolvimento e estabelecimento do fungo são inibidos.

Complexo de doenças do final de ciclo

São chamadas de doenças de final de ciclo (DFC’s) aquelas provocadas por fungos saprófitas. Esses micro-organismos conseguem sobreviver nos restos da cultura e nos tecidos mortos, por isso são uma preocupação que deve se iniciar no pré-plantio de soja. Afinal, essa doença também pode ser transmitida pelas sementes, quando é praticado o monocultivo e o sistema de plantio direto na palha.

Aliás, esses dois últimos fatores têm contribuído com o aumento da incidência dessas doenças na cultura da soja. Isso porque eles criam um microclima favorável para o desenvolvimento dos fungos.

Um exemplo de doença de final de ciclo é a mancha parda, causada pelo Septoria glycines. Nesse caso, percebemos a formação de manchas com contornos irregulares e tonalidade castanho-avermelhada ou marrom.

Por ser um complexo de doenças transmitido pela semente e os restos de cultura, geralmente, as doenças de final de ciclo atingem a soja com mais intensidade em suas fases iniciais, mas nesse momento acontece apenas a contaminação da planta. Os sintomas são percebidos com clareza na fase reprodutiva, sendo fundamental um cuidado preventivo.

Como evitar o surgimento das doenças?

Como existem diversas doenças na cultura da soja, e cada uma tem suas características de manifestação e desenvolvimento, o manejo delas depende da identificação dessas complicações, assim como do histórico da propriedade e da região, para adotar a melhor abordagem em cada caso.

De toda forma, podemos evitar o surgimento dessas doenças praticando a rotação de culturas, o plantio precoce, utilizando sementes livres de patógenos, optando por espécies com maior resistência e fazendo a aplicação de defensivos agrícolas.

Lembrando que a aplicação de fungicidas deve ser feita no momento certo e com o devido intervalo para garantir a sua eficácia. Essas medidas são fundamentais para evitar possíveis resistências, que dificultam o manejo, controle e aumentam os custos para o produtor.

Além disso, durante a escolha do fungicida é importante optar por produtos que consigam atuar em diversas enzimas do fungo (multissítios). Alguns princípios ativos encontrados no mercado atualmente são os triazóis, carboxamidas e estrobilurina. Nesse último caso, entre as poucas que têm apresentado boa eficiência no campo está a picoxistrobina.

O controle das doenças na cultura da soja depende de diversas ações, inclusive que se iniciam antes da semeadura, ainda com a escolha das sementes que serão utilizadas e a preparação do campo. Por isso, é fundamental aliar boas práticas a defensivos eficazes, para promover proteção com segurança e eficiência.

As doenças da soja são um grande desafio, mas você pode vencê-lo utilizando os defensivos certos. Entre em contato conosco e conheça os melhores produtos para cuidar da sua lavoura!

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